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A colunista Eliane Cantanhêde argumenta que as reformas estruturais que precisam ser feitas (Previdência; Fiscal; Trabalhista, etc) para o Brasil nunca tiveram um ambiente tão favorável quanto agora, no governo de Michel Temer.

“A verdade que precisa ser dita (ou escrita) com todas as letras é que, apesar de todas as crises, ou por causa delas, nunca antes na história deste País houve melhores condições para as reformas estruturais que assegurem um crescimento sustentável. Essas condições favoráveis são bem mais políticas do que econômicas, mas mesmo os indicadores da economia começam a colaborar”, disse ela.

De fato, as vitórias políticas do governo na Câmara dos Deputados e no Senado, com um amplo apoio dos partidos que embarcaram no governo junto com o PMDB e Temer, dão segurança à afirmação.

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As pesquisas de avaliação do governo Temer apontaram, até agora, que a imagem da presidência está muito ruim e há uma confiança de que o ambiente econômico pode mudar os índices. Tanto o presidente quanto seus ministros têm se esforçado, no início de 2017, para apontar que há um ambiente econômico melhor. Henrique Meirelles indicou o início do fim da recessão para o primeiro trimestre deste ano.

A pressão que o governo recebeu por causa da proposta de reforma da previdência, ao final de 2016, tende a ganhar novo movimento quando o assunto retornar ao debate, em breve. Ao que parece, Temer já assimilou o golpe. E, não há nenhum sinal de que a proposta será alterada. Ao contrário, o governo quer aprovação rápida.

Como analisa a colunista, “Somando-se a esses 293 os 105 de Jovair Arantes (PTB), a base aliada de Temer chegou a 398 votos, 90 a mais do que o necessário para aprovar emendas constitucionais – como as da reforma da Previdência. E a oposição se fracionou: PDT, PT e Rede reuniram 59 votos com André Figueiredo (PDT); Júlio Delgado, do ambíguo PSB, teve 28; e Luiza Erundina, do PSOL, dez. Somados, tiveram 97 votos, com enorme desequilíbrio pró-governo”. Temer tem votos para o que quiser fazer.

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