24 de fevereiro de 2024
LEVANTAMENTO • atualizado em 04/01/2024 às 08:22

Registro de armas de fogo cai 82% no Brasil

A queda é a maior desde 2004, quando foram registrados 4.094 novos registros de armas.
Registro de armas cai no Brasil em 2023 em relação a 2022 (Foto: Arquivo/Agência Brasil)
Registro de armas cai no Brasil em 2023 em relação a 2022 (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

O registro de novas armas de fogo para defesa pessoal de cidadãos que vivem no Brasil caiu 82,3% em 2023, em comparação com o ano anterior. Segundo dados do Sistema Nacional de Armas (Sinarm) divulgados nesta quarta-feira (03/01), no ano passado foram cadastradas 20.822 novas armas de fogo para defesa pessoal, número bem inferior às 111.044 armas que foram contabilizadas em 2022.

A queda é a maior desde 2004, quando foram registrados 4.094 novos registros.

As pistolas lideram a lista de armas registradas por civis na PF, com 14.277 cadastros feitos em 2023. Em seguida aparecem as espingardas (2.309 registros) e os rifles (2.215).

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, se manifestou sobre essa queda nos registros de armas de fogo por civis e também sobre a diminuição do número de crimes violentos letais intencionais. Para ele, essa é uma combinação “muito relevante” para o país.

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A queda no cadastro de novas armas de fogo por civis ocorre após o governo federal ter adotado medidas para tentar desarmar a população e diminuir a violência no país. Em julho de 2023, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto que reduz o número de armas e munições em posse de civis.

Também foi editado um decreto que aumentou as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que incidem sobre armas de fogo, munições e aparelhos semelhantes.


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