Promotora Leila Maria de Oliveira
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A promotora de Justiça Leila Maria de Oliveira, da 50ª Promotoria de Justiça de Goiânia, instaurou inquérito civil público para apurar a aplicação das provas do concurso para provimento de vagas dos cargos de soldado de 3ª classe e cadete da Polícia Militar de Goiás.

Os exames para soldado foram aplicados no último dia 15 de janeiro em Goiânia e 16 cidades do interior do Estado e para cadete foram aplicados neste domingo, 29.

Em representações feitas ao Ministério Público, candidatos apontaram que uma série de denúncias sobre o que teria ocorrido na realização dos exames. Entre os problemas relatados, e que estão sob apuração da promotora, estariam, por exemplo, uso de celular na sala de provas, com postagem de fotos do caderno de questões e da cartão-resposta em redes sociais; envelope com as provas com lacre rompido; alternativas corretas sublinhadas em questões; recebimento de caderno de questões com dois modelos diferentes de prova (prova tipo A grampeada com prova tipo B), entre outros.

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Diante dos fatos narrados, a promotora decidiu pela abertura da investigação e determinou que seja requisitado à Fundação de Apoio à Pesquisa, Ensino e Assistência (Funrio), que organiza o concurso, que se manifeste sobre as denúncias feitas pelos candidatos, informando se foram tomadas providências em relação a elas. Também determinou a requisição às Delegacias Regionais de Luziânia e Águas Lindas de Goiás informações sobre eventuais prisões, no dia 15, de candidatos do concurso da PM que estariam com o gabarito da prova e a redação pronta.

No final de 2016, o promotor de Justiça Fernando Krebs já pediu que o concurso da PMGO seja cancelado, mas o judiciário ainda não respondeu ao pedido feito em ação civil pública. Ele questiona a criação de uma categoria na tabela salarial com vencimentos mais baixos para quem passar pelo concurso.

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