Pesquisa estuda semente de goiaba para fabricação de ração animal e cosméticos

Pesquisa da UFG revela que a semente, geralmente descartada por indústrias alimentícias, pode servir de matéria-prima para novos produtos

Sementes de goiaba na incubadora (foto divulgação Fac. Farmácia UFG)
Sementes de goiaba na incubadora (foto divulgação Fac. Farmácia UFG)
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Pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás ( UFG ) descobriram potencial para novos produtos na semente de goiaba. A pesquisa, iniciada em 2010, verificou, por meio de teste de composição, que a semente possui um teor de 15% de proteínas. Em parceria com a Predilecta Alimentos, empresa que descarta cerca de 35 toneladas de resíduos por mês, a maioria restos de polpa e sementes, os pesquisadores desenvolveram um complemento alimentar para adicionar à ração de aves.

Segundo o professor Edemilson Cardoso da Conceição, coordenador da pesquisa, a semente descartada por indústrias alimentícias, pelos resultados obtidos no estudo, pode ser considerada “um resíduo nobre”. Um dos destaques é a aplicação do produto na alimentação de galinha poedeiras. A adição do complemento verificou um aumento na qualidade e no volume da gema e da clara dos ovos. Além disso, também houve aumento na espessura da casca do ovo, evitando assim possíveis perdas do produto.

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Já para a criação de pintinhos, os pesquisadores se encarregaram de fazer um extrato que substituísse o premix  – produto de custo alto que mistura vitaminas e minerais – e notaram que os dois produtos tiveram um resultado similar nas aves. O resultado dessa pesquisa visa contribuir para lucratividade de pequenos produtores, substituindo produtos caros e diminuindo o custo de produção. Além disso, contribui com o meio ambiente, já que utiliza resíduos que antes eram descartados na natureza.

Cosméticos

A semente de goiaba também foi matéria-prima para a produção de cosméticos. Depois de triturada, a semente pode substituir materiais sintéticos na composição de esfoliantes. O produto final ainda não foi concluído e está em fase de testes junto a uma empresa de cosméticos. A previsão é de que chegue ao mercado no próximo ano.

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