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terça-feira, 20 julho 2021

Maçonaria brasileira repudia o aumento do Fundo Eleitoral e diz que ”tais recursos em nada contribuirão com a sociedade”

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A Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB) emitiu, na última segunda-feira (19), nota de repúdio sobre a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que traz consigo a aprovação do Fundo Eleitoral para as eleições de 2022, que foi aprovada na última quinta-feira (15) pelo Congresso Nacional. Foram 278 votos a favor, e 145 contra.

O texto aprovado foi o substitutivo do relator da LDO, o deputado federal Juscelino Filho (DEM-MA) que prevê um deficit fiscal de até R$ 177, 5 bilhões e salário mínimo de R$ 1.147 para o próximo ano. Vários deputados e senadores mostraram preocupação com o déficit projetado para as contas públicas. O déficit projetado para 2022, equivalente a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) é menor que o de 2020, que foi de R$ 608 bilhões, equivale a 10% do PIB sob os efeitos da pandemia da Covid-19, e do que o previsto para 2021, de 3,3% do PIB.

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” A população brasileira, sofrida e violentamente atingida pela pandemia da Covid-19, não necessita do malsinado fundo eleitoral, que em nada contribui para a solução dos graves problemas a que está submetida, representado tal medida verdadeiro acinte ao povo brasileiro no momento em que o salário mínimo ganha uma projeção de reajuste para o ano que vem, apenas 4%”, diz trecho da nota.

Ainda de acordo com a nota, em relação aos valores estabelecidos para as eleições de 2018, passando para R$ 5,7 bilhões, não obstante a previsão de um déficit no Orçamente Fiscal e da Seguridade Social na ordem de R$ 170,47 bilhões de reais.

”Para tanto, as Grandes Lojas Maçônicas brasileiras, representadas pela a Confederação Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), solicitam ao senhor Presidente da República que vete em sua totalidade a parte da LDO que trata sobre o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral), vez que tais recursos em nada contribuirão com a sociedade em geral, devendo-se destina-los para a área social, carente e necessitada do poder público”, completa a nota.

Bolsonaro deve vetar o aumento do Fundo Eleitoral

O presidente Jair Bolsonaro, garantiu na última terça-feira (19) que deverá vetar o aumento do Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado, na última quinta-feira (15), pelo o Congresso Nacional na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022.

”Posso adiantar para você que não será sancionada”, afirmou o presidente durante entrevista para a Rádio Nacional da Amazônia, com trechos exibidos no programa Voz do Brasil na última segunda-feira (19). ” A tendência nossa é não sancionar isso dai em respeito aos trabalhadores, ao contribuinte brasileiro”, completou Bolsonaro. Ainda segundo o presidente, o dinheiro pode ser melhor empregado na construção de pontes e malha rodoviária, por exemplo.

Novo, PSOL, Cidadania e Podemos, foram os partidos que se manifestaram contra o aumento do fundo eleitoral na Câmara. Aliados do ministro da economia, Paulo Guedes, defendiam que o valor ficasse no mesmo patamar de anos anteriores, perto de R$ 1,8 bilhão.

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