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Pela primeira vez nos últimos 15 anos, a desigualdade de renda no Brasil ficou estagnada em 2017. Com isso, passou a ser o 9º país mais desigual do mundo, subindo uma posição em relação a 2016. O índice, divulgado nesta segunda-feira (26), é medido pela Organização Não Governamental Oxfam.

O relatório da entidade, intitulado de “País Estagnado”, aponta ainda que a população pobre do país cresceu 11% em 2017, atingindo 15 milhões de brasileiros. Ao contrário da desigualdade de renda, este foi o terceiro ano seguido de aumento no número de pobres no Brasil.

Em 2017, a renda média dos 50% mais pobres da população brasileira foi de R$ 787 mensais, valor menor do que um salário mínimo. Já os 10% mais ricos tiveram um crescimento de 6% em seus rendimentos do trabalho, chegando a média salarial de R$ 9.519.

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A ONG mostra que a desigualdade social também aumentou em 2017. Após 23 anos de queda na diferença salarial, a renda das mulheres recuou de 72% para 70% do que ganham os homens no mercado brasileiro.

A desigualdade de renda entre negros e brancos também cresceu. Em 2016, a população negra recebia o equivalente a 57% dos rendimentos médios dos brancos. Já em 2017, esse percentual ficou ainda menor, passando para 53%.

De acordo com o relatório da ONG, o Brasil gastou, em 2016, 22,8% do Produto Interno Bruto (PIB) com os principais gastos sociais: previdência, assistência, saúde e educação. Com esse resultado, o índice retrocedeu ao nível atingido em 2001.


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