Flávio Bolsonaro, ao centro, com Jair Bolsonaro em aparições anteriores (Foto Wilson Dias/Agência Brasil)
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O inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) pela suposta prática de falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro foi recebido nesta quarta-feira (6) pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

De acordo com as investigações da Polícia Federal (PF), o senador que é filho do presidente da República, Jair Bolsonaro, teria realizado “negociações relâmpago” de imóveis que levantam suspeitas sobre o aumento patrimonial de Flávio.

Foi levantada a hipótese de que o senador pode ter lavado dinheiro por meio da compra de imóveis e, mais tarde, ter declarado à Justiça Eleitoral o valor de um apartamento abaixo do preço real.

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Em rápida conversa com jornalistas na tarde desta quarta, Flávio disse que a denúncia não tem fundamentos e é fruto de uma perseguição política.

“Tentaram usar isso contra mim lá na campanha, no ano passado. Uma denúncia totalmente infundada, de um advogado ligado ao PT e que já foi arquivada no âmbito estadual e que vai ser arquivada também no âmbito federal. Não tenho a menor dúvida disso. Meu patrimônio é totalmente compatível, sem problema nenhum”, disse ele.

A partir de agora, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, irá decidir se encaminha o caso ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou, então, se mantém as apurações na primeira instância.

A tendência, no entanto, é de que o caso continue na Justiça do Rio de Janeiro, uma vez que o Supremo restringiu o foro privilegiado de deputados e senadores a crimes cometidos no exercício do mandato e relacionados à função. Quando as investigações foram abertas, no ano passado, Flávio era deputado estadual pelo Rio.

Lembrando que o caso que será analisado pela PGR não tem ligação com as investigações sobre movimentações atípicas de assessores e ex-assessores da Assembleia Legislativa do Rio. Este processo ficou conhecido como ‘Caso Fabrício Queiroz’, nome do ex-assessor de Flávio, que movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”.

As investigações deste caso correm no Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

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