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Empresários goianos de todos os perfis passam a contar com novas linhas de crédito para impulsionar seus negócios. Com o objetivo de fomentar o empreendedorismo, o governador Ronaldo Caiado e o secretário de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), Wilder Morais, lançaram nesta terça-feira (23/7) o Goiás Empreendedor. A partir do programa, “14 mil pessoas poderão ser atendidas [em um ano] dentro de um crédito subsidiado, outros com taxa zero”, resumiu o governador. No evento também foi realizado o balanço de seis meses da SIC.

Wilder explicou que haverá “um agente local em todos os municípios goianos para assessorar os interessados em aderirem ao programa”. A iniciativa, disse, vai movimentar a economia e oferecer oportunidades, reduzindo burocracias. São três linhas oferecidas: Micro Crédito (taxa zero até R$ 3 mil e 0,25% ao mês entre R$ 3 mil e R$ 15 mil); Crédito Produtivo (até R$ 50 mil com taxa de 0,5% ao mês) e FCO até R$ 100 mil (taxa a partir de 0,51% ao mês, seguindo as regras do FCO).

Nessa fase inicial, o Goiás Empreendedor terá até R$ 150 milhões disponíveis para operação a partir de um convênio firmado com a GoiásFomento. Paralelo a isso, a SIC prepara uma caravana que percorrerá o interior do Estado com especialistas e estrutura completa para atender o cidadão. Serão oferecidos cursos de capacitação técnica e direções sobre investimentos, ou seja, um suporte para que o empresário se sinta seguro para abrir ou ampliar o seu negócio.

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Ao lado do vice-governador Licoln Tejota, Caiado informou que o lançamento de hoje mostra ao cidadão, mais uma vez, que a nova gestão estadual age com transparência e seriedade. “Esses créditos passarão por uma avaliação com critérios 100% técnicos. Não terá um viés politiqueiro ou de apadrinhamento”, salientou ao reforçar que os beneficiados serão empresários que estão na linha de frente, gerando desenvolvimento ao Estado, emprego e renda para as famílias.

Salto na geração de empregos
O governador e o secretário estimam que o trabalho que está em andamento consiga, ao longo desses quatro anos de gestão, apagar as marcas de destruição deixadas pela gestão anterior. Em 2018, Goiás teve o pior resultado da história da produção industrial, com queda de 4,5%, segundo o IBGE. Nos últimos oito meses do ano passado, o setor foi responsável pela demissão de 6,5 mil pessoas.

Wilder Morais fez um resumo do que já foi realizado no primeiro semestre deste ano, que mostra novos rumos. O cenário encontrado era desafiador, pois sequer existia Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços. A partir da criação determinada por Caiado, as ações com foco no desenvolvimento do Estado passaram a ser concentradas, o que ajudou Goiás a alcançar números altamente positivos em tão pouco tempo.

Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), Goiás atualmente é o Estado que mais gera empregos no Centro-Oeste. Maio foi o quarto mês consecutivo de liderança do ranking. Neste período, o saldo da geração de empregos foi de 21.778. Já a indústria de transformação acumula 5.540 ocupações, se somados os cinco primeiros meses do ano.

A SIC também intermediou negociações com empresas e indústrias dos mais diversos segmentos, o que resultou na assinatura de 44 protocolos de intenções para instalação de unidades em Goiás. O investimento previsto, calculou o secretário, supera a marca de R$ 2,3 bilhões. “A expectativa é gerar 25,6 mil empregos diretos e indiretos. Para se ter uma ideia, isso é a somatória de 2017 e 2018, o que foi desenvolvido no governo anterior”, comparou Wilder.

Com a atração dessas novas empresas, o incremento esperado é de R$ 400 milhões anuais em ICMS, no prazo de um ano e meio. Tudo isso deve injetar R$ 8 bilhões ao PIB goiano, quando todas já estiverem operando. O impacto mais positivo de todas esses dados, observou o titular da SIC, será sentido na vida das pessoas. Para ilustrar o cenário, ele utilizou uma frase de Caiado: “A maior ação social do nosso governo vai ser geração de emprego e renda”.

Um dos objetivos do governador neste primeiro momento é fomentar o empreendedorismo e a geração de emrpegos em municípios periféricos. “Nós queremos levar a oportunidade e emprego para as pessoas nos municípios que hoje não têm oportunidade alguma de absorver o trabalho e a mão de obra dos jovens que lá estão. Esse é o grande desafio para regiões como o Entorno, o Norte, Nordeste goianos e o Vale do Araguaia”, reforçou Caiado.

Projetos e avanços
De olho em ações futuras, o Governo de Goiás planeja internacionalizar o Aeroporto de Goiânia. Sobre o projeto, que pode ter protocolo de intenções assinado em setembro, Caiado comentou que vai reforçar ainda mais o potencial do Estado em atrair negócios e também fomentar o turismo. “Goiano é um povo ousado. Queremos fazer linha direta com a Europa, Estados Unidos, Ásia, esse é o objetivo.”

Já na área dos incentivos fiscais, o Produzir contou com 26 projetos inclusos nesse primeiro semestre. O investimento fixo é de R$ 865.538.028. As empresas beneficiárias estão instaladas em 10 municípios de cinco regiões diferentes. Já os projetos de viabilidade econômica só serão aprovados a partir da apreciação do Conselho Deliberativo do Fomentar, e da Comissão Executiva do Produzi. O incremento de ICMS previsto ao caixa do Tesouro, até 2020, será de R$ 1,4 bilhão.

Sobre as 347 obras paralisadas, ligadas ao programa Goiás na Frente, Wilder informou que 106 já foram vistoriadas em um mês. Todas deverão passar por análise. A SIC firmou, ainda, um Termo de Cooperação Técnica com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) para notificar os engenheiros responsáveis pelas obras a apresentarem relatórios.

No âmbito da GoiásTurismo, houve a reabertura da Casa do Turismo e a construção de um planejamento estratégico para a agência, além do apoio e acompanhamento de diversas ações que fomentam a área. Por fim, a Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) registrou a abertura de 11.720 novas empresas este ano, com saldo positivo de 5.272, entre abertura/fechamento.

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