19 de abril de 2024
REVIRAVOLTA • atualizado em 01/03/2024 às 19:32

Eventual irregularidade no interrogatório pode abrir caminho para anular júri do caso Valério Luiz

A anulação do júri se baseia na falta de intimação dos demais réus e seus defensores durante o interrogatório de Marcus Vinícius, realizado para revisar sua prisão preventiva
Julgamento (Foto: TJGO)
Julgamento (Foto: TJGO)

Uma reviravolta inesperada marca o caso Valério Luiz, jornalista assassinado em 2012. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou o júri popular que condenou quatro dos cinco réus acusados do crime, a pedido da defesa de Maurício Sampaio, apontado como mandante. A decisão, baseada em uma irregularidade no interrogatório de Marcus Vinícius Pereira Xavier, um dos corréus, gera incertezas e frustração na busca por justiça.

A anulação do júri se baseia na falta de intimação dos demais réus e seus defensores durante o interrogatório de Marcus Vinícius, realizado para revisar sua prisão preventiva. A ministra relatora Daniela Teixeira considerou a falha como uma violação do princípio da ampla defesa, anulando todos os atos processuais subsequentes ao interrogatório.

A defesa de Maurício Sampaio argumenta que Marcus Vinícius teria feito falsas delações durante o interrogatório, sem a presença dos demais acusados e seus defensores. A decisão do STJ abre espaço para questionamentos sobre a lisura do processo e a confiabilidade das provas utilizadas.

A anulação do júri representa um retrocesso na busca por justiça para Valério Luiz e seus familiares. O processo, que se arrasta desde 2012, agora volta à estaca zero, com novos prazos e incertezas. A família do jornalista, que acompanha o caso há mais de uma década, se depara com a frustração de ver as condenações anuladas e a necessidade de um novo julgamento.

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Valério Luiz foi morto a tiros em 05 de julho de 2012, em Goiânia, após realizar críticas à gestão do Atlético Clube Goianiense, então presidido por Maurício Sampaio. Em 2022, após um longo processo, quatro dos cinco réus foram condenados pelo júri popular:

  • Maurício Sampaio: apontado como mandante, condenado a 16 anos de prisão;
  • Urbano de Carvalho Malta: acusado de contratar o policial militar Ademá Figueredo para cometer o crime, condenado a 14 anos de prisão;
  • Ademá Figueredo Aguiar Filho: apontado como autor dos disparos, condenado a 16 anos de prisão;
  • Marcus Vinícius Pereira Xavier: acusado de ajudar no planejamento do crime, condenado a 14 anos de prisão.

Próximos Passos:

A defesa de Maurício Sampaio e dos demais réus agora aguardam a definição dos próximos passos do processo. A anulação do júri abre a possibilidade de novos recursos e questionamentos, o que pode atrasar ainda mais a resolução do caso.


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