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“Queremos que aqui seja um centro de difusão do sentimento das gerações de Goiânia”, disse o prefeito Iris Rezende, ao lado do governador Ronaldo Caiado, durante entrega à sociedade, nesta sexta-feira (10/05), da Estação Ferroviária restaurada, um símbolo da art déco. “A conclusão desta obra reforça o compromisso da gestão municipal no sentido de preservar o patrimônio histórico e valorizar nossa cultura”, afirma. “Mas não só preservar: estamos trazendo vida, movimento e uso para a região”, ressalta. “A reinauguração é um verdadeiro presente para os moradores”, destaca. A Praça do Trabalhador também foi revitalizada. 

A Estação Ferroviária foi restaurada por meio de parceria da Prefeitura de Goiânia com o programa PAC Cidades Históricas, iniciativa do Governo Federal conduzido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia do Ministério da Cidadania. O edifício faz parte do acervo art déco da capital, o segundo maior do mundo. “Queremos fazer de Goiânia não apenas um centro universitário, mas uma referência nacional em cultura”, disse Iris. 

Os dois painéis de Frei Confaloni na estação ferroviária, um marco das artes plásticas em Goiás, também foram restaurados. A exposição aberta no local traz um retrato do prefeito, de autoria do artista. “Tive o privilégio de conviver com um homem de Deus e da cultura”, disse Iris. “Ele deixou inúmeras obras para a humanidade”, afirma.  

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O prefeito também observou que vários serviços do município, como uma unidade do Atende Fácil, estarão disponíveis na estação. “O que não queremos é que, amanhã, essa suntuosidade fique esquecida”, alerta. “Temos que estabelecer atrativos nos setores de administração e de cultura para que se torne ponto de visitação de moradores e turistas”, pontua. Ele informa que a restauração é o primeiro passo para revitalizar todo o centro de Goiânia.  

O governador Ronaldo Caiado disse que a restauração é “importantíssima”. Citou a beleza do monumento que integra o segundo maior sítio art déco do mundo. Ele fez um apelo para que a população não vandalize a obra. “Estamos diante de um patrimônio da humanidade”, afirma. “Todos precisam ter consciência e preservar a história”, finaliza.

Os secretários de Cultura Kleber Adorno (Prefeitura de Goiânia) e Edval Lourenço (Governo do Estado) se comprometeram em recuperar o vasto acervo cultural art decó da cidade. Adorno insere a obra como “legítima representação” desta arte, “um elemento para a integração de Goiânia com o restante do país e do estado”. Luci Aparecida, filha de ferroviário, disse que a obra ficou “uma maravilha, resgatou o que estava perdido porque os outros prefeitos não se preocuparam. A minha infância eu passei aqui”. 

A cerimônia contou com presenças de representantes dos governos federal, estadual e municipal, como o secretário de Difusão e Infraestrutura Cultural- Substituto do Ministério da Cidadania, Paulo Nakamura; a presidente do Iphan, Kátia Bogéa; o diretor do Departamento de Projetos Especiais do Iphan, Robson de Almeida; a superintendente do Iphan-GO, Salma Saddi.

Investimento

As obras da Estação Ferroviária foram empreendidas nos últimos 17 meses, com recursos da ordem de R$ 5,87 milhões. A restauração encerra ciclo de investimentos no patrimônio cultural de Goiás, que soma valores de R$ 48,6 milhões e coloca o estado como o primeiro do país a concluir todas as construções do programa. A Prefeitura de Goiânia é proprietária e responsável pela manutenção e uso do espaço.

O prédio conta com uma unidade da Atende Fácil, posto da Guarda Civil, galeria de artes e um Centro de Atendimento ao Turista (CAT). O local será transformado em um centro de convivência.

Na intervenção realizada na Estação Ferroviária, mais do que a restauração arquitetônica do edifício, buscou-se a transformação do espaço, permitindo que novos usos dinamizem a região, atraindo público para o local, preservando a memória ferroviária e valorizando o estilo art déco – manifestação essencialmente decorativa, que inspirou os primeiros edifícios da capital, simbolizando o progresso e a modernidade. Todo o prédio passou por obras, recebendo novas instalações, a recuperação de toda a estrutura, como pisos e cobertura, além de nova pintura e disposição dos espaços. 

Três elementos simbólicos do lugar também ganham destaque: a locomotiva, conhecida como Maria Fumaça, toda restaurada, foi realocada na plataforma de embarque para acesso e conhecimento do público; o tradicional relógio da torre foi recuperado e retomou seu funcionamento; e ainda, a restauração dos dois painéis de Frei Confaloni.

A obra permitiu a requalificação urbana de uma área ao redor da Estação Ferroviária, na Praça do Trabalhador, que recebeu pavimentação, novo paisagismo, iluminação e mobiliário, criando mais um espaço de convivência para a população.

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