19 de abril de 2024
Política • atualizado em 23/01/2023 às 15:30

Em Buenos Aires, Lula pede desculpas ao governo argentino por grosserias de Bolsonaro

Presidente Lula e o presidente da Argentina Alberto Fernández. (Foto: Reprodução / rede social)
Presidente Lula e o presidente da Argentina Alberto Fernández. (Foto: Reprodução / rede social)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está cumprindo agenda em Buenos Aires, na Argentina, disse, durante discurso nesta segunda-feira (23) que vai trabalhar para que ao final do seu mandato, as relações entre Brasil e Argentina sejam as melhores da América Latina. O petista aproveitou ainda e pediu desculpas ao presidente Alberto Fernández pelas ”grosserias” do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL).

“Peço desculpas pelo último presidente do Brasil, que trato como genocida por causa da pandemia, pelas ofensas que fez a Fernández. Eu quero afirmar, amigo e presidente da Argentina, que o Brasil está outra vez de braços abertos para acolher os companheiros argentinos. No negócio, na cultura, no futebol e na manutenção da relação de amizade que temos há tantos anos”.

A declaração foi feita na Casa Rosada, sede do governo argentino, logo após a assinatura de acordos de cooperação entre os dois países. O petista ainda completou:

“Hoje é a retomada de uma relação que nunca deveria ter sido cortada. A minha presença é para dizer ao meu amigo Alberto Fernández que nós vamos reconstruir aquela relação de paz, aquela relação produtiva e avançada de dois países que nasceram para crescer, se desenvolver e gerar melhores condições de vida a seu povo”, afirmou.

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Estamos dando origem a um vínculo muito mais profundo do que tínhamos e que vai durar pelas próximas décadas. Todos conhecem o carinho e admiração profundos que tenho por Lula. Sinto que agora, com Argentina e Brasil completando 200 anos de relações comerciais e fraternas, estamos começando uma nova etapa”, apontou.

Fernández ainda citou que as nações vão trabalhar para resolver os “mesmos problemas de antes”, já que “pelo Brasil passou Jair Bolsonaro e pela Argentina passou Mauricio Macri”, em clara crítica a ambos os ex-presidentes.


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