Éliton: Qual a direção para a Metrobus e o Eixo Anhanguera

Por Altair Tavares


O governador José Eliton anunciou em entrevista ao programa Balanço Geral da TV Record Goiás medidas importantes para a empresa estatal de transporte e o eixo anhanguera em Goiânia. Em meio a rumores sobre um possível consorciamento da Metrobus com empresas privadas ou mesmo sua privatização ele anunciou que a estatal permanecerá sendo gerida de forma majoritária pelo Estado e não será privatizada. “Tomei a decisão. Iremos investir nela para que possamos atender todas as demandas da sociedade”, afirmou.

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Dar tranquilidade aos motoristas com a segurança de uma empresa que não será privatizada é importante para a qualidade no transporte. Motoristas preparados e seguros de seu emprego, não arriscam seu serviço gerando reclamações por parte dos usuários. Isso reflete na condução dos veículos e a população também ganha com essa medida.

Na mesma entrevista, Eliton também apontou várias ações de segurança que serão adotadas nas plataformas e terminais com intenção de coibir a violência que se alastrou nos últimos dois anos e bombardeia os noticiários da capital. O pré-candidato ao Governo do Estado, mira seus olhos ao principal corredor de transporte da Região Metropolitana. Em média, 200 mil pessoas utilizam os serviços da estatal como meio de locomoção.

Tais medidas são o prenuncio de uma possível melhora na qualidade do transporte na capital. Mas não bastam. Se antes o que víamos eram ônibus passando de 2 em 2 minutos nos horários de pico, hoje esse intervalo pode chegar a dez. Recentemente, o Terminal Praça da Bíblia foi fechado por moradores de Senador Canedo como forma de protesto. Os motivos? Por falta de carros naquele trecho, os passageiros esperavam até 40 minutos. A população cansada após um expediente exaustivo não merece isso.

O Governo do Estado, via direção da Metrobus, também precisa mirar uma solução efetiva no sentido de promover a manutenção desses veículos. A superlotação, ocasionada pela falta de carros também já rendeu prejuízos físicos a passageiros: em fevereiro, um senhor teve a ponta do dedo decepada quando entrou em um ônibus superlotado. Algo inimaginável quando falamos em transporte coletivo de qualidade.

As medidas visando um melhor transporte público não deveriam ser pautadas sob um cenário demagógico e eleitoreiro. Bons exemplos de transporte europeus e até a vizinha Bogotá na Colômbia são maravilhosos porque lá o transporte público é realmente público, mesmo sendo geridos por empresas privadas. Todos pagam por isso, usuários ou não. Enquanto apenas o passageiro for o responsável pelo financiamento do transporte, veremos problemas operacionais sendo apontados. Esse, porém, é outro debate.

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