Daniel Vilela e Nailton Oliveira disputam a presidência do PMDB de Goiás.
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O episódio do sumiço de documentos da formação dos diretórios municipais do PMDB, após a “briga” entre um deputado, Paulo César Martins, e o presidente da da Juventude do PMDB, Pablo Rezende, e outros três envolvidos, revelou uma triste situação vivida pelo partido. Ao fim da confusão, restou a conclusão de que documentos foram furtados do lugar. Quem fez isso? Um ladrão! Essa é a palavra correta da língua portuguesa para classificar quem subtraiu algo de algum lugar e que pertencia a alguém.

O partido, vítima do furto, poderia reclamar na polícia e, lá, diria ao delegado:

– Doutor, eu fui furtado, levaram documentos que eu recebí a poucos dias e que eram importantes para a escolha dos delegados que vão votar na eleição do dia 5 de fevereiro. Por favor, me ajude a encontrar esse “ladrão” (Ou ladrões), denunciou o velho partido.

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– O senhor suspeita de alguém? Perguntou o delegado.

– Não, doutor, tinha tanta gente lá, tava a maior confusão. Teve até um tiro que machucou uma de minhas paredes. Eu não sei de nada, mas eram todos tão amigos, todos meu filhos (filiados) que estavam lá, respondeu o PMDB.

– Desse jeito, fica difícil. Nenhuma pista?

– O senhor me entende, não é delegado? Eu não posso incriminar meus filiados. Mas, espero que o senhor encontre o larápio.

– Verei o que posso fazer, finalizou o delegado.

[xtopic title=”Leia também” layout=”1″ alignment=”right” count=”3″ condition=”latest” order=”desc” tags=”eleicoes-2016″] O diálogo, fantástico, revela que o partido é a vítima do furto e da repercussão. É claro que os adversários do PMDB riram bastante da situação. Afinal de contas, tiro dentro de partido é situação que remete aos tempos do “coronelismo”. Quem diria que o partido da redemocratização tivesse uma cena como essa. Quem diria que um processo eleitoral no importante PMDB tivesse tamanha conexão com a frase “resolver na base da bala”.

O pano de fundo de tudo é a disputa eleitoral entre as chapas lideradas por Nailton de Oliveira, ex-prefeito de Bom Jardim, e Daniel Vilela, deputado federal. Está escancarada a clara segmentação do partido entre iristas e maguitistas. Na verdade, isso é muito bom para o PMDB. A disputa interna direta, objetiva, no voto, é assim que se faz um partido de verdade.

Até agora, após uma semana em que o partido perdeu muito, ele poderia ganhar no exercício democrático do voto. Os filiados do PMDB, que protagonizaram uma cena deplorável, com áudio de briga circulando pelas redes sociais e veículos de informação, e no furto de documentos, poderiam, agora, ter a dignidade de conduzir um processo eleitoral. No fim, todos abraçariam os vitoriosos para o bem do partido. Mas, isso, é pedir demais. Os derrotados anunciarão que vão à Justiça, ou falarão de processo irregular, ou não reconhecerão a vitória do adversário. O PMDB continuará o mesmo: Ele perde com a divisão interna, sempre. A conclusão é muito dura? Esperemos o curso dos dias. Se acontecer o inverso, será uma grande surpresa.

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