19 de abril de 2024
Brasil • atualizado em 09/12/2023 às 18:16

Covid-19: Estado libera reforço da bivalente para idosos e imunocomprometidos

Reforço da vacina bivalente é recomendado para idosos acima de 60 anos e imunocomprometidos a partir de 12 anos, Foto Iron Braz
Reforço da vacina bivalente é recomendado para idosos acima de 60 anos e imunocomprometidos a partir de 12 anos, Foto Iron Braz

SES segue recomendação do Ministério da Saúde diante da identificação de novas sublinhagens do vírus no país e disponibiliza vacina aos municípios goianos

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), seguindo a recomendação do Ministério da Saúde (MS), liberou a dose de reforço da vacina bivalente contra covid-19 para idosos acima de 60 anos e imunocomprometidos a partir de 12 anos. A orientação consta na Nota Técnica nº 83/2023, publicada pelo órgão federal na terça-feira (05/12). Até a publicação, a bivalente só estava disponível para a primeira dose. Com a recomendação do MS, os municípios goianos, que já estão abastecidos, passam a disponibilizar o reforço para os grupos de idosos e imunocomprometidos.

O documento foi emitido após a identificação de duas sublinhagens de uma variante da covid-19 no Brasil (JN.1 e JG.3). “O estado do Ceará identificou essa nova variante da Ômicron, que fez com que o número de casos naquele estado aumentasse. E por isso essa recomendação para que idosos e imunodeprimidos tomem mais uma dose da vacina bivalente. Lembrando que a orientação vale para quem já tomou a última dose há seis meses ou mais”, explica a superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), Flúvia Amorim.

O imunizante está disponível nas 989 salas de vacinação em todo o estado. Atualmente, a cobertura vacinal para a bivalente em Goiás é de 13,22%. Além dos idosos, transplantados, pessoas vivendo com HIV, também podem buscar a dose de reforço: portadores de doença renal crônica em hemodiálise e pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico. “Se você está nessa situação, a recomendação é procurar um posto de vacinação no seu município e atualizar sua caderneta”, recomenda a superintendente.

Leia Também

Como as vacinas bivalentes funcionam?

A vacina éA vacina é administrada por meio de uma injeção intramuscular, administrada geralmente no músculo deltoide (parte superior do braço). Após ser absorvida e distribuída no corpo, o agente imunizante irá estimular as células a produzirem proteínas que se assemelham às cepas original e à variante ômicron. É importante destacar que o RNA mensageiro não entra no núcleo das células, portanto, ele é incapaz de causar mutações genéticas na pessoa vacinada. O sistema imunológico então reconhece essas proteínas como corpos estranhos e estimula a produção de anticorpos (células protetoras que combatem possíveis infecções), criando uma “memória” para responder rapidamente uma infecção posterior, reduzindo o risco de hospitalização, complicações e mortes por covid-19.

Diversos estudos já mostraram que, com o tempo, a imunidade adquirida com a vacinação contra o SARS-CoV-2 tende a cair, independentemente da vacina utilizada e desde o início da pandemia, o coronavírus vem sofrendo mutações. Por isso, o Ministério da Saúde alerta sobre a importância de estar com as doses de reforço em dia para continuar protegido.

Sobre a vacina bivalente podem ser vacinadas todas as pessoas acima de 18 anos que já receberam pelo menos duas doses de vacinas Coronavac, Astrazeneza ou Pfizer há pelo menos quatro meses.

Subvariantes

De acordo com o ministério, a subvariante JN.1, inicialmente detectada no Ceará, vem ganhando proporção global e já corresponde a 3,2% dos registros em todo o mundo. Já a sublinhagem JG.3, também identificada no Ceará, está sendo monitorada em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Goiás.

“O Ministério da Saúde segue alinhado com todas as evidências científicas, com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) mais atualizadas para o enfrentamento da covid-19, incluindo o planejamento para vacinação em 2024, que já está em andamento.”

“A pasta garante que o SUS [Sistema Único de Saúde] sempre terá disponível as vacinas mais atualizadas, seguras e eficazes aprovadas pela Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária].”

Fonte: Saude Goiás e Agencia Brasil


Leia mais sobre: / / / / / Brasil / Ciência

Recomendado Para Você