19 de abril de 2024
Goiás • atualizado em 20/12/2023 às 10:58

Combate contra Aedes Aegypti faz Governo de Goiás cria sala de situação

A dengue é transmitida pelo mosquito aedes aegypti. (Foto: reprodução)
A dengue é transmitida pelo mosquito aedes aegypti. (Foto: reprodução)

O Combate as doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypty levaram o Governo de Goiás a implantou, no âmbito da Secretaria de Estado da Saúde (SES), uma sala de situação para monitorar o avanço das doenças causadas pelo mosquito Aedes Aegypti – como dengue, zika e chikungunya – durante o período chuvoso, que deve se intensificar entre os meses de janeiro e março de 2024. Além de representantes da pasta, a Defesa Civil também integra o grupo de trabalho.

A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim destacou que o momento é de alerta “principalmente dengue e chikungunya, com várias entidades já alertando sobre a possibilidade de aumento de casos devido ao El Niño e à circulação dos sorotipos 3 e 4. Então essa equipe monitora e também desencadeia ações oportunas em relação ao controle das doenças”.

A sala de situação trabalha com reuniões semanais para elencar cidades prioritárias, onde deverão ser reforçadas as ações de combate ao vetor. “Esses municípios terão uma atenção maior por parte da SES, principalmente no que se refere ao controle do Aedes, monitoramento dos casos, vigilância laboratorial e assistência”, explicou. O objetivo é ainda intensificar a testagem para as arboviroses no Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Giovanni Cysneiros (Lacen).

A SES, que já realiza capacitações com os profissionais das secretarias municipais de saúde, irá intensificar o trabalho, com orientações sobre o manejo clínico adequado e a devida condução dos casos de dengue, para evitar o agravamento do quadro e a possibilidade de evolução para óbito. Aliado a essas ações, o Governo de Goiás iniciou uma ampla campanha de conscientização da população (tv, rádio e internet).

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Em relação à assistência, a SES também vai orientar os municípios na organização de espaços estratégicos e alternativos para atendimento, estabelecendo um fluxo bem definido para regular os casos graves. Unidades como CEAPSOL, Hospital de Dermatologia Sanitária (HDS) e Hospital de Pirenópolis funcionar para retaguarda de internação para dengue. O Hospital de Doenças Tropicais (HDT) será priorizado para casos graves.

Cenário

Goiás já registrou, em 2023, 65.293 casos de dengue e 38 óbitos pela doença. Já com relação à chikungunya foram 2.131 confirmações e 7 mortes. Para zika foram 29 casos confirmados e nenhum óbito registrado. No caso da dengue, a maioria dos registros mostra a maior circulação do sorotipo 1, neste ano ainda não há registro do tipo sorotipo 3.

Combate a dengue

Após picar uma pessoa infectada com um dos quatro sorotipos do vírus, a fêmea do mosquito pode transmitir o vírus para outras pessoas. Há registro de transmissão por transfusão sanguínea.

Não há transmissão da mulher grávida para o feto, mas a infecção por dengue pode levar a mãe a abortar ou ter um parto prematuro, além do fato de que a gestante está mais suscetível a desenvolver o quadro grave da doença, que pode levar à morte.

Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis à doença, porém, em populações vulneráveis como crianças ou idosos com mais de 65 anos, o vírus da dengue pode interagir com doenças pré-existentes e levar ao quadro grave ou gerar maiores complicações nas condições clínicas de saúde da pessoa. O risco de gravidade e morte aumentam quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo que tratadas.

A dengue é uma doença cujo período de maior transmissão coincide com o verão, devido aos fatores climáticos favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti em ambientes quentes e úmidos.

Sintomas:

A infecção por dengue pode ser assintomática, ter sintomas leves ou graves, podendo levar à morte. Normalmente, a primeira manifestação é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

– febre alta, maior que 38.5ºC;
– dores musculares intensas;
– dor ao movimentar os olhos;
– mal estar;
– falta de apetite;
– dor de cabeça;
– manchas vermelhas no corpo.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Sinais de alarme da dengue:

– dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome;
– vômitos persistentes;
– acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico);
– sangramento de mucosa ou outra hemorragia;
– aumento progressivo do hematócrito;
– queda abrupta das plaquetas.

Tratamento:

Não existe tratamento específico para a dengue. Em caso de suspeita é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico. O tratamento é feito de acordo com a avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso, a fim de aliviar os sintomas. A assistência em saúde ao paciente inclui:

– fazer repouso;
– ingerir bastante líquido (água);
– não tomar medicamentos por conta própria;
– hidratação por via oral (ingestação de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo);

No momento, só existe uma vacina contra dengue registrada no Brasil e ela está disponível apenas na rede privada. É usada em 3 doses no intervalo de 1 ano e, segundo instruções do fabricante, da OMS e da Anvisa, somente deve ser aplicada em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue.

Prevenção:

A melhor forma de prevenir a dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que pode se tornar possível criadouro, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Medidas simples podem ser adotadas, como substituir a água dos pratos dos vasos de planta por areia; deixar a caixa d´água tampada; cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover do ambiente todo material que possa acumular água.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos.

Fonte:

Ministério da Saúde


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