CDTC tem que provar que vai conseguir “melhorias” para o transporte coletivo

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O presidente da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo, Jânio Darrot, informou, em entrevista nesta quarta, 17, que o órgão vai iniciar, na semana que vem, um processo de busca de melhorias para a área, na região metropolitana de Goiânia.

Partido de um órgão que se reúne uma vez por ano, dá pra acreditar na promessa.

Acompanhe meu comentário na Rádio Bandeirantes Goiânia (820 AM) sobre o assunto:

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Comentário de Altair Tavares na Rádio Bandeirantes Goiânia – 17/04/19

O presidente disse, nesta quarta-feira (17/04), que o órgão se reunirá nos próximos dias “para deliberar sobre uma série de melhorias, condições e metas para que as empresas cumpram”.

Ele considera “injusto” o reajuste no preço da tarifa, mas observa que “tínhamos que tomar uma decisão”. Segundo observa, caso optassem pelo veto ao aumento “iríamos quebrar o contrato, o que poderia estabelecer o caos ainda maior no sistema, na medida em que as empresas apresentam números que registram prejuízos”.

Segundo o prefeito, o aumento na tarifa é previsto nas leis de licitações e de concessões. “O reajuste é automático, ocorre anualmente no mês de dezembro e já deveria ter sido implantado”, informa. Jânio explica que a decisão da CDTC visa dar um “voto de confiança” nas empresas, a fim de que empreendam melhorias substanciais no transporte da região metropolitana de Goiânia, a fim de garantir dignidade para os usuários. Ele defende mudanças estruturais que possam modernizar o sistema, coibir a superlotação e prestar serviços de qualidade.

O aumento da tarifa, de R$ 4,00 para R$ 4,30, acréscimo de 30 centavos, representa reajuste de 7,5% e passa a valer a partir das 5h da manhã de sexta-feira (19/04). A reunião da Câmara Deliberativa foi realizada no salão nobre do Paço Municipal com presença do prefeito Iris Rezende.

União

O prefeito de Trindade informou que a medida imediata é a união da CDTC com a Companhia Municipal de Transportes Coletivos (CMTC) para cobrar melhorias junto às empresas. “Isso significa que teremos um órgão realmente forte, porque existe hoje uma dualidade e ninguém sabe quem manda efetivamente na gestão do transporte público da região metropolitana”, afirma Jânio. 

“A CMTC é o braço executivo que faz a fiscalização, tem os técnicos para análise de planilhas e executa todo o acompanhamento do sistema”, explica o prefeito. “A CDTC é um órgão deliberativo, que só se reúne quando convocado para deliberar. E, infelizmente, isso só acontece no dia de decidir sobre reajuste na tarifa, porque o órgão tem essa obrigação”, observa. 

Jânio acrescenta que, como presidente da CDTC, coube coordenar a reunião de aumento da passagem de ônibus. “Mas, durante vários meses, conversei com todos os envolvidos no órgão com o objetivo de melhorar o transporte público”, afirma. “A CDTC não pode mais ser somente um órgão de aumento de passagem de ônibus, deve ser também de fiscalização e cobrança das melhorias do transporte público”, reitera o prefeito.

Eixão

Jânio também adiantou que o prefeito Iris Rezende (MDB), juntamente com o governador Ronaldo Caiado (DEM), assinaram uma carta de intenção em que o Estado irá devolver à prefeitura de Goiânia a concessão do Eixo Anhanguera. Dessa forma, poderá ser feita uma nova licitação para que seja reestruturado e modernizado. 

A CDTC é composta por 11 integrantes que representam os municípios da região metropolitana, mais a Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC), Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade de Goiânia (SMT), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), representantes da Câmara Municipal e Assembleia Legislativa. Nove estiveram presentes na reunião. O placar final ficou em sete a um.

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