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quinta-feira, 22 julho 2021

Advogado diz que foi agredido novamente dentro da delegacia mesmo após ter sido filmado levando socos de um PM

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O advogado Orcélio Ferreira Silverio Junior, de 32 anos, contou que também foi agredido dentro da Central de Flagrantes da Polícia Civil, mesmo após ter sido filmado levando vários socos de um policial militar em uma calçada de Goiânia.

”Fui agredido dentro do pátio da delegacia, já entregue, e dentro da triagem também. Pedi socorro e uma policial civil que não quis se identificar foi negligente no momento que estava sendo torturado”, relatou o advogado.

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Em vídeo, mostra o momento em que o advogado pela uma série de socos de um policial militar do Grupamento de Intervenção Rápida Ostensiva (Giro), no momento, o advogado era segurado por outros agentes e ainda estava algemado.

Toda confusão teve inicio quando a Polícia Militar abordava um flanelinha no estacionamento do camelódromo, em frente ao terminal Praça da Bíblia. Segundo o boletim de ocorrência, o cuidador de carros estaria ameaçando clientes a pagar pelo estacionamento.

Segundo os PMs, eles precisaram conter o advogado porque ele desobedeceu a corporação com chutes e até mordeu o dedo de um policial. Na última quarta-feira (21), a Polícia Militar disse que instaurou Procedimento Administrativo Disciplinar para apurar os fatos e afastou os policiais envolvidos. Ainda segundo a corporação, eles não compactua com qualquer tipo de excesso e que o caso está sendo apurado com o devido rigor.

Nota de repúdio da DPE-GO

A Defensoria Pública do Estado de Goiás (DPE-GO) publicou uma nota na noite da última quarta-feira (21) repudiando o ”caso de violência policial”. De acordo com o órgão, houve clara violação à dignidade da pessoa humana.

”É inadmissível que a abordagem realizada nas condições visualizáveis, em clara violação à dignidade da pessoa humana, seja tolerada e normalizada em um Estado Democrático de Direito. A truculência, despreparo e abuso da conduta dos policiais impressionam”, diz a nota.

Ainda de acordo com o órgão, os fatos exigem investigação e responsabilização dos envolvidos. A DPE ainda afirma que tanto a sociedade quanto as autoridades competentes devem expressar ”explicitas e públicas manifestações de repúdio e indignação”, finaliza.

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