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Professores da rede estadual, municipal, PUC, IFG e UFG, ao lado de estudantes secundaristas e de Licenciaturas de diversas Universidades realizam manifestação no Ministério Público de Goiás nesta quarta-feira (09/05). A reivindicação é pela ampliação no número de vagas e das áreas contempladas no concurso para professor da rede pública do governo de Goiás. A concentração começa às 8h na Praça Universitária, de onde sairá uma caminhada até o órgão.

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Segundo a assessoria de imprensa do movimento, “o ato é o segundo realizado pelos professores e estudantes contra o edital do concurso para professor do ensino básico da rede pública estadual de Goiás, que não prevê nenhuma vaga para cargos administrativos, somente 900 vagas para professores, restritas às áreas de exatas e biológicas, número irrisório perto do déficit de 9.000 trabalhadores em todas as áreas da educação no Estado. A solicitação é que esse edital seja ampliado para abranger as demais áreas do conhecimento, bem como o pessoal do quadro administrativo”.

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Os manifestantes reclamam que “o último concurso para administrativos ocorreu em 1998 e para professores em 2010, de lá para cá, o Estado vem contratando professores somente via contrato temporário para estancar o déficit”. 

Segundo os manifestantes, um apesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do MEC, em 2012, aferiu que Goiás é um dos estados onde há maior número de docentes lecionando em matérias fora de sua área de formação, chegando a uma proporção de seis professores a cada dez dando aulas em disciplinas para as quais não são formados. A pesquisa, feita depois do último concurso, evidencia o déficit e a necessidade de se “tapar buracos” feita pela Seduce, realocando professores para outras matérias além das suas próprias.

Os manifestantes irão entregar um documento onde apresentam dados do próprio Governo do Estado de Goiás de que o déficit da Educação goiana hoje é de cerca de 9.000 trabalhadores, o atual concurso não contemplaria sequer 10% da necessidade da rede estadual. Soma-se ainda a essa realidade de precarização da educação o fato de Goiás ter hoje o 7º pior salário de professores do país.

A origem do protesto

A iniciativa da luta contra o edital partiu tanto de Estudantes de Licenciatura nos cursos de Humanas quanto de Professores Universitários e do Ensino básico estadual. Na UFG, os estudantes constituíram a Frente das Licenciaturas, enquanto os professores articularam o movimento “Mais Trabalhadores da Educação”.

O documento que será entregue ao Ministério Público tem como pautas principais:

· Que o Governo do Estado amplie o edital do concurso, contemplando as vagas e áreas necessárias para se preencher o déficit de professores e administrativos, se necessário que lance outro edital;
· Pelo preenchimento com trabalhadores concursados de todo déficit da educação estadual.

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