Aparecida paga piso salarial para professores maior que Goiânia

A prefeitura de Aparecida de Goiânia corrigiu dado divulgado pelo jornal O Popular na edição de domingo, 20, na qual fez levantamento sobre o piso salarial dos professores municipais. “Atualmente, os profissionais da categoria P1 que cumprem 40 horas semanais recebem R$ 3.167,74 conforme o reajuste deste ano, ao contrário do levantamento divulgado pelo O Popular no último domingo, 20. O valor de R$ 2.965,77, informado pelo jornal é referente a tabela salarial de 2017”, informou a administração.

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O balanço da secretaria da educação aponta que  “professores da rede municipal de Aparecida de Goiânia recebem o maior piso salarial dentre as 15 cidades mais populosas do Estado de Goiás”.

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“O município figura em primeiro lugar, seguido por Rio Verde (R$ 2.643,12) e Goiânia (R$ 2.465,51), que não reajusta o valor desde 2016. Atualmente, dos 246 municípios goianos, apenas 28 pagam o piso acima do previsto em lei. Em 2018, o valor do piso nacional, conforme a Lei Federal 11.738, de 2007, foi definido em R$ 2.455,35, após aumento de 6,81%, para professores do magistério da educação básica em início de carreira com carga de 40 horas semanais sem considerar nenhum benefício ou gratificação”, informou a assessoria de imprensa da administração de Aparecida de Goiânia.

Na categoria P1/40h, desde abril os professores de Aparecida estão recebendo 29% a mais do que o piso estipulado em todo o país. A hora/aula paga para o profissional no município é R$ 19,80, ou seja, R$ 4,45 a mais do valor nacional, que é de R$ 15,35. Estes professores também possuem piso salarial maior que os da rede estadual, que é de R$ 2.604,93 (R$ 16,28/hora).

“Os profissionais da educação compõem uma das categorias mais importantes. Além de cumprir com o que determina lei, estou feliz de pagar um valor superior ao que é pago na maioria das cidades do país, garantindo mais qualidade ao ensino no município”, destaca o prefeito Gustavo Mendanha ressaltando ainda que investir em educação é mais barato que em segurança.

Além do reajuste salarial, a Prefeitura de Aparecida, por determinação do prefeito Gustavo Mendanha, também passa a pagar a partir de maio a progressão vertical e titularidade, que não eram concedidas desde 2013 aos profissionais. Os benefícios serão pagos com base na data de protocolo do processo na Secretaria de Educação e, na medida que forem autorizados, serão publicados no Diário Oficial do município.

Gustavo Mendanha afirma que o pagamento destes benefícios é uma luta histórica da categoria. “Sempre estivemos dialogando com o Sintego e com a Câmara Municipal para cumprir essa obrigação, que também é uma forma de incentivar o profissional a se capacitar e prestar um extraordinário serviço”, avalia.

A secretária de Educação Valéria Pettersen reconhece que os dados refletem a prioridade que o prefeito Gustavo Mendanha dá à educação. “Ele tem uma preocupação muito grande com a qualidade do ensino, para que o aluno tenha uma escola e uma aprendizagem de excelência. Por isso estamos garantindo direitos que desde 2013 não eram pagos. Toda essa valorização é para que possamos investir no nosso aluno, que é aquele que mais precisa e utiliza a rede pública de ensino”, ressalta.

Cenário dos professores do município

Em Aparecida de Goiânia, 60% dos professores estão na categoria P2 Letra D (progressão horizontal) que são profissionais com pós-graduação, carga de 30 horas semanais e recebem R$ 3.151,56. “Além disso, a rede municipal conta com professores que fazem 40 horas e têm salários ainda maiores, que são os que trabalham em escolas de tempo integral ou professores que dobram em CMEIs”, acrescenta.

Valéria Pettersen informa ainda que um projeto de lei está sendo elaborado para criar o plano de cargo dos agentes educativos. “Vamos dar a oportunidade para que os servidores da área administrativa da Educação que possuem formação pedagógica complementem seus rendimentos de meio período dando suporte aos professores em outro período. Esses profissionais terão a carga horária estendida para quatro horas e um reajuste no salário de até mil reais, atendendo assim a demanda das unidades e valorizando os funcionários internos”, explica.

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