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Não adianta integrantes da Polícia Militar de Goiás (PMGO) fazerem reclamações sobre a presença de moradores de rua em Goiânia que estão envolvidos em crimes de homicídio e tráfico de drogas. “Falta uma política social”, afirmou o comandante da PM na capital, Ricardo Rocha.

Segundo a Diretora de Proteção Social Especial da Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Goiânia, Helizângela Nascimento, a administração deve realizar um convênio com a Universidade Federal de Goiás (UFG) para o desenvolvimento de uma pesquisa sobre a população de rua na capital. O último levantamento, que está desatualizado, identificou 350 indivíduos e, recentemente, o Movimento da População de Rua citou que chegaria a 2.000 pessoas.

A SEMAS não fará retirada à força desta população, apesar dos homicídios que aconteceram. “Esta não é a política da secretaria”, confirmou a diretora.

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Ao Diário de Goiás, o comandante Ricardo Rocha afirmou que esses moradores de rua de Goiânia são, em sua maioria, usuários de drogas e mantêm seu vício cometendo pequenos delitos. “Isso tem nos trazido transtornos referente às incidências de crime, roubos a pessoas, furtos em comércio e não temos nenhuma ação social em relação a isso”, afirmou.

Para Ricardo Rocha, o trabalho de policiamento ostensivo é feito nessas regiões, assim como em toda a capital, mas é necessário um conjunto de ações e não apenas força policial.

“Não tem política social para tirar essas pessoas da rua e dar um rumo. Pretendo levar isso ao prefeito Iris Rezende e ao próprio Estado. Já conversei com alguns vereadores […], quero visitar logo o presidente da Câmara para a gente discutir sobre o que pode ser feito”, ressaltou.

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